sábado, 7 de março de 2009

O Momento De Ribalta De Gonçalinho

Égua de carvão,esplêndida,levando a trote
Um senhorzinho bem aprumado e delicado.
Cavalga então pelo afora,o ressoar de
um tiro de conto de príncipe amortece
A gloriosa galopada.
O "Ai-Jesus" põe em combustão perícia de peneirento,
O chicote,audaz e única arma,decepa,
Grande orelha de "Ai-Jesus",aproximada é a morte a
Um pequeno que compenetrado assistia.
Gonçalinho incompetente e indiferente maricas.
Algo mais volumoso que sangue
Corre no ar daquela lânguida tarde,
O aroma cândido da audácia e sabor fausto,
Espreitam-no a verter Gonçalo Mendes
Ramires...

Tânia Passinhas

Torre E Os Seus Assistidos Reinados Trágicos

O acordado,ressuscitado Tructesindo
O de aspecto viril,Tructesindo
Molesta Gonçalo com grilhões pesados nos sonhos
Dos que acorda e intimida
E do nome,de que Gonçalo homem não é.
O seu antepassado,de carácter resplandescente
Massacra o seu inimigo no lago do Lodo
Onde viu o mesmo lá quedar com sua última gota
de sangue
Outrora o nome Ramires fora ecoado em fogo
de vingança.
Em vales e montes galopara sem cessar
Sempre com a sua equilibrada e invicta armadura
Tructesindo teria glória!
Tructesindo teria honra!
Não precisou de alquimistas para tal
Ele foi o segundo César!
Enquanto que Gonçalo seria o primeiro
assombrado Ramires.
Implorou aos seus invocados antessessores,
Embora só tivesse os lençóis brancos seus e
sua esguezeada pelintrica.

Tânia Passinhas

Da Morte De Sanches Lucena À Ascenção À Paixão

Que verá Gonçalo com a sua inocência lá?
Estará ele entre os mortos e morrerá?
Pela vontade do governante do céu veio a ascenção a
Paixão...
Arde juntamente com o pôr-do-sol
Mas Hades nunca o ouvira,a ambição erguera
Gonçalo sem armadura,a criança pura.
D. Ana fê-lo despertar sem o beijo rosa
E nos olhos viris ela era uma surreal ninfa.
Ela prendeu-lhe o fôlego,todavia, não há cicatriz...
Como iremos saber se tudo em chamas está?
Um passo mais e virá a ascenção a Paixão.
Quando o cair da noite o leva para a sombria Torre
Gonçalo acorda com malevolência
Incapaz de regalar verdadeiramente os seus próprios ocos olhos
Perde-se na Lua da regência.
Estimada,fúnebr,ruinosa e antiga Torra
Não deixeis brilhar entre os astros
Esta 1ª Ascenção a Paixão.

Cristóvão Voyeur

Sob O Nome,Expulso Por Coragem

Sob o nome,expulso por coragem
O petrifica,fraco,indolente,sem o seu corcel
Longe de um conto mirabolante
A monotonia boémia puritana o enfastia
Sem chama em si,cambaleia
Cavaleiro,inimigo tornado aliado,
Cúmplice copuloso de sua irmã casta.
Da solene varanda o observa,pálido,cobarde
Invejando a sua aura verdadeiramente viril
Os olhos dardejavam fogosamente a fúria
Na tempestade da inocência,ele viu...
Gonçalo,o ilustre Ramires,emudece
Diante de tanta eloquência,que espreita
Poe entres os pilares de predra...
Galopa,Cavaleiro,sua égide magnânima,
Altivo,majestoso,ele vai e cai...em graça
Enquanto que medrosamente Gonçalo cobiça
Esta grandeza
Galopa o Cavaleiro,rumo a uma parte que a si
Pertence...

Tânia Passinhas

Em Paródia Com Ramires

Deus nada poderá negar a um Ramires,
E nunca o ousará,
Pois haverá sempre a Torre...

Quando a luz,rosa,o recusar a abençoar,
Jurará aos céus espinhosos
Com o vinho que lhe corre vagaroso nas veias,
A sorte sua nas pedras lusitanas...

Cristóvão Voyeur

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

§Ària Na Memória De Pedro Da Maia§

A chuva aterrava-o na sua solidão
Em frente à casa das janelas verdes,o Ramalhete;
A tirania de Maria Monforte confirmara
Os pressentimentos de Afonso com sua sombrinha
Escarlate...

Cristóvão Voyeur


Só isto era o início do fim...
Afonso acolhera o filho varão como uma águia
Que protege sua cria
E entre lágrimas e palavras
O nome Maia fora derrubado pelos ventos de Monforte.
E com esta toda desgraça
Pedro ficara apenas com um dos rebentos da cópula condenada.

Jussara Corrupto Do Karmo

Naquela noite,noite macabra
Suas almas separaram-se pelo Cristo.
A chama das velas adivinhava o que se avizinhava...
Pedro,disfarçava seu estado temperamental
Pedindo apenas papel,pena e tinta...
Quando a noite por sua vez caíu
Um ruído de pistola o Ramalhete acordara;
Afonso,encontra Pedro que este mundo deixara.

Tânia Passinhas

Numa poça de sangue banhado,com os braços arqueados
Como um aflito a pedir paz
E desgastado,agora,...Afonso
Tirar a vida inoportuna a Monforte era capaz.

Cristóvão Voyeur

§Na Majestosa Sintra§

O Sol desaparecera numa mancha rosa-pálido
Carlos, ansiava,por seu fôlego e pelo seu rastejar de saias
Pelas ruas imundas da meretriz boémia.
Espesso era o cair da noite,
Carlos,com e sem esperança de ver a deusa a caminhar
Sobre a Terra.
Maria Eduarda deixara o seu rasto,o seu perfume
Nos lençóis,agora abandonados.
Maria Eduarda,nunca provara os prazeres da carne;
Contracenava com o seu escravo,negro e esfarrapado.
O disfarce e a máscara perfeita
Para o Outono daquele ano de encontros de desencontros.
E mesmo quando outrora,ela reclamara por seu pudor
Deus odiáva-la, a ela e a sua mãe.
Carlos,só com força passional
A poderia libertar...
"Onde estarás tu minha querida?
Onde estarás tu quando o pano descer?"
Monforte,o sangue da malícia
Corria dentro das boas veias deste louco apaixonado...
"Onde estarão meus desgraçados?
Onde estarão quando a má nova se descobrir do pano vermelho?"